…dou comigo a pensar no porquê de investir!

Escrito por Pedro Borges | Mercados | Monday 9 June 2008 4:12 pm
  • Para ter um futuro melhor, já que com o novo regime da Segurança Social vou acabar por perder um terço dos meus rendimentos mensais assim que me reformar. Sei que o futuro, além de incerto, é cada vez mais caro!
  • Apesar de diferentes, todos nós temos sonhos. Um carro novo, uma casa de férias, uma viagem. No entanto, as despesas correntes não me permitem alcançá-los imediatamente, o ideal é traçar um plano de investimento para os conseguir cumprir daqui a uns anos. Tenho perfeita noção que quanto mais cedo começar, mais depressa os vou conseguir. Uma poupança mensal de 250 euros, aplicados a uma taxa anual de sete por cento, transforma-se, pelo poder da capitalização, em mais de 18 mil euros ao fim de cinco anos. Pode não chegar para tudo, mas é certamente um bom começo.
  • Sei que com o tempo, o dinheiro perde valor. É o fenómeno da inflação. Na prática, se neste ano as compras semanais custam cem euros, no próximo, devido à taxa de inflação (perto dos três por cento) o mesmo cabaz vai custar 103 euros. Assim, para que as minhas poupanças acompanhem a subida do nível de vida, terão de render mais do que a taxa de inflação.

Pergunta: “Se investires 100€ num depósito a prazo que te rende uma taxa anual de 2,5%. Ao fim de 12 meses vais ter 102,5€ na tua conta? Significa que ganhas-te 2,5€?”

Não! Apesar de teres mais dinheiro na conta, esse dinheiro vale menos. Na realidade, pelo efeito da inflação (3%) e com a dedução de 20% do IRS sobre os juros, os teus 100€ valem agora pouco mais do que 98,82€. Se fizeres as contas, vais ver que ao fim de um ano de poupança não ganhas-te 2,5€ mas sim que perdes-te dinheiro em termos reais.

A única maneira de ganhar dinheiro em termos reais a longo-prazo é conseguir investimentos que gerem uma taxa de rendibilidade superior à taxa de inflação.

Price Earnings Ratio (PER)

Escrito por Pedro Borges | Conceitos | Thursday 5 June 2008 12:27 pm

É um indicador de mercado muito utilizado na Bolsa como critério de compra ou venda de acções. O PER considera o Lucro Líquido (o que uma empresa ganha num ano, depois de descontar amortizações, pagar despesas, ordenados, juros e impostos), tira-lhes os extraordinários, divide pelo número de acções para obter o lucro corrigido por acção e divide a cotação actual por esse valor.

O PER é igual ao quociente entre a cotação da acção e o resultado líquido da empresa por acção. Traduz a capitalização dos lucros, isto é, o número de vezes que a acção vale o lucro.


Os mercados incorporam nas cotações muita informação sobre os crescimentos futuros das empresas, pelo que atribuem PER mais altos às empresas para as quais se prevê maior crescimento. Claro que o ideal era comprar acções com as melhores expectativas de crescimento possíveis aos menores PER possíveis. Isso é difícil, pela mesma razão de que é difícil comprar bons carros a baixos preços.

  • PER altos, geralmente, estarão a comprar alto crescimento futuro.
  • PER baixos a prever um baixo crescimento ou estagnação.
  • PER negativo indica que a empresa tem prejuízos e é de evitar.