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Um depósito a prazo pode ser considerado um empréstimo que um indivíduo (ou empresa) faz a um banco, recebendo como contrapartida juros. Os juros representam a remuneração que o banco paga para que lhe disponibilizemos o nosso dinheiro. Ganha o banco porque dispõe de capital adicional para a sua actividade e ganha o indivíduo porque consegue, de forma segura, obter alguma valorização do seu capital, com muito baixo risco.
Perante os juros em alta e o risco de uma crise financeira que a economia enfrenta a banca tem vindo a lançar depósitos a prazo promocionais (oferecendo taxas anuais brutas superiores a 5%) para dinamizar o sector, com o objectivo primordial de captar mais clientes. Mas se o leitor subtrair os 20% para o IRS e possíveis comissões bancárias, a taxa de juro anual líquida fica-se pelos 4%. O Instituto Nacional de Estatística anunciou a taxa de inflação nos 3,4%.
Em suma, a escalada dos preços dos combustíveis e dos alimentos quase que elimina o benefício do aumento das taxas de juro praticadas pelas instituições financeiras.
Experimenta o simulador…