- Para ter um futuro melhor, já que com o novo regime da Segurança Social vou acabar por perder um terço dos meus rendimentos mensais assim que me reformar. Sei que o futuro, além de incerto, é cada vez mais caro!
- Apesar de diferentes, todos nós temos sonhos. Um carro novo, uma casa de férias, uma viagem. No entanto, as despesas correntes não me permitem alcançá-los imediatamente, o ideal é traçar um plano de investimento para os conseguir cumprir daqui a uns anos. Tenho perfeita noção que quanto mais cedo começar, mais depressa os vou conseguir. Uma poupança mensal de 250 euros, aplicados a uma taxa anual de sete por cento, transforma-se, pelo poder da capitalização, em mais de 18 mil euros ao fim de cinco anos. Pode não chegar para tudo, mas é certamente um bom começo.
- Sei que com o tempo, o dinheiro perde valor. É o fenómeno da inflação. Na prática, se neste ano as compras semanais custam cem euros, no próximo, devido à taxa de inflação (perto dos três por cento) o mesmo cabaz vai custar 103 euros. Assim, para que as minhas poupanças acompanhem a subida do nível de vida, terão de render mais do que a taxa de inflação.

Pergunta: “Se investires 100€ num depósito a prazo que te rende uma taxa anual de 2,5%. Ao fim de 12 meses vais ter 102,5€ na tua conta? Significa que ganhas-te 2,5€?”
Não! Apesar de teres mais dinheiro na conta, esse dinheiro vale menos. Na realidade, pelo efeito da inflação (3%) e com a dedução de 20% do IRS sobre os juros, os teus 100€ valem agora pouco mais do que 98,82€. Se fizeres as contas, vais ver que ao fim de um ano de poupança não ganhas-te 2,5€ mas sim que perdes-te dinheiro em termos reais.
A única maneira de ganhar dinheiro em termos reais a longo-prazo é conseguir investimentos que gerem uma taxa de rendibilidade superior à taxa de inflação.