Nova taxa incide sobre mais-valias obtidas desde o início do ano

Escrito por Pedro Borges | Mercados | Thursday 22 April 2010 2:25 pm

“O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou esta tarde que as mais-valias bolsistas serão tributadas já este ano com uma taxa de 20%. E a base de tributação será o saldo entre as mais e as menos valias. Deste modo, as mais-valias apuradas desde o início deste ano, antes da medida entrar em vigor, já vão ter tributadas com a nova taxa.” in JNegócios

Esta lei lixa-me a mim. Adquiri acções à mais de 1 ano com base num regime e agora vou alienar esses mesmos títulos com base num regime com retroactividade! E os grandes investidores que escapam às mais-valias?
“Os investidores individuais com carteiras de média e grande dimensão podem contornar facilmente a tributação das mais-valias mobiliárias que o Governo aprova esta quinta-feira em Conselho de Ministros: basta criarem uma SGPS ou colocarem as participações numa sociedade estrangeira. ” in JNegócios

Tenho a certeza que antes da lei já foram discutidas as portas que ficam abertas. Ganham receita espremendo mais aqueles que se esforçam por terem algumas poupanças e tentam faze-las escapar à inflacção. Começo a ter a certeza que o sistema está preparado para não me deixar sair da ”Corrida dos ratos“.

Corrida dos Ratos

Escrito por Pedro Borges | Mercados | Wednesday 14 May 2008 5:28 pm

Ao observar a vida das pessoas da classe média, trabalhadoras, notei uma trajetória semelhante. Uma criança nasce e vai para a escola. Os pais orgulham-se porque o filho é bom aluno. Entra na Universiade e tira um curso superior. Procura de um emprego. O filho começa a ganhar dinheiro. Chegam os cartões de crédito e começam as compras. Com dinheiro para gastar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, casa. A vida é então maravilhosa, marido e mulher trabalham: dois salários são uma benção. Sentem-se bem sucedidos e o seu futuro é brilhante. Decidem comprar casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. A necessidade de dinheiro é imensa! O feliz casal conclui que as suas carreiras são de maior importância e começam a trabalhar cada vez mais para conseguirem promoções e aumentos. A renda aumenta e vem outro filho… e a necessidade de uma casa maior. Trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter um especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez até consigam ter mais do que um emprego. As rendas crescem, mas os impostos também crescem. Perguntam: “para onde vai todo este dinheiro?“.

Corrida dos ratos

O feliz casal está agora preso na armadilha da “Corrida dos Ratos” para o resto dos seus dias. Eles trabalham:

  • Para os donos da empresa aonde trabalham
  • Para o governo, quando pagam o impostos
  • Para o banco, quando pagam cartões de crédito e emprestimos

Trabalham e trabalham, mas não saem do lugar. Esta é a “Corrida dos Ratos”.
(ideia adaptada do livro “Pai Rico, Pai Pobre”)