Não foi esta a prenda que pedi ao Pai Natal

Escrito por Pedro Borges | Dinheiro | Sunday 14 December 2008 4:17 pm

Fiquei em estado de choque. Tremia ao introduzir a senha de acesso no site das Declarações Electrónicas. Lá estavam as duas infracções fiscais (relativas a 2006 e 2007). Não contava. Não fazia ideia. Não recebi nenhuma carta, nenhum email. O que lhes custava terem enviado um simples email? Não me deveriam ter já avisado antes? Apresento reclamação? Devo ou não pagar?

Ao pensar no meu caso e no de tantos colegas, leva-me a crer que não somos todos burros, só ainda não percebemos sinais do além. A Direcção Geral de Impostos afirma em finais de 2008 que as certidões que me cobrou 12€/cada durante 2006 e 2007 em como tenho a situação fiscal regularizada afinal não passavam de certidões mentirosas!

Por aquilo que pude constatar, a declaração é uma duplicação de informação. Através da informática podem muito bem extrair as informações a partir das declarações periódicas e do IRS. Ofereço-me desde já para fazer a “query” na base de dados nesse sentido. Resolvo isso numa semana! Na semanas seguinte implemento em PHP/ASP/JAVA um sistema de alerta aos contribuintes. Mas será isso que querem? Sou contribuinte cumpridor, mas cada a cada dia que passa, sinto que mais vale não ser! Valerá a pena trabalhar?

Apelo ao sentido de responsabilidade social e política de algum responsável que passe por aqui e ouça a voz de quem não se consegue fazer ouvir.

Poupar em tempos difíceis

Escrito por Pedro Borges | Simuladores | Thursday 17 July 2008 3:53 pm

Um depósito a prazo pode ser considerado um empréstimo que um indivíduo (ou empresa) faz a um banco, recebendo como contrapartida juros. Os juros representam a remuneração que o banco paga para que lhe disponibilizemos o nosso dinheiro. Ganha o banco porque dispõe de capital adicional para a sua actividade e ganha o indivíduo porque consegue, de forma segura, obter alguma valorização do seu capital, com muito baixo risco.

Perante os juros em alta e o risco de uma crise financeira que a economia enfrenta a banca tem vindo a lançar depósitos a prazo promocionais (oferecendo taxas anuais brutas superiores a 5%) para dinamizar o sector, com o objectivo primordial de captar mais clientes. Mas se o leitor subtrair os 20% para o IRS e possíveis comissões bancárias, a taxa de juro anual líquida fica-se pelos 4%. O Instituto Nacional de Estatística anunciou a taxa de inflação nos 3,4%.

Em suma, a escalada dos preços dos combustíveis e dos alimentos quase que elimina o benefício do aumento das taxas de juro praticadas pelas instituições financeiras.

Experimenta o simulador…

Tipo de taxa de juro
Taxa de juro %
Prazo dias
Montante a investir
Juros líquidos ganhos
Montante líquido no final do prazo

Lista dos impostos em Portugal

Escrito por Pedro Borges | Dinheiro | Friday 4 July 2008 4:05 pm

Imposto é uma quantia paga obrigatoriamente por pessoas ou organizações para um governo, a partir de uma base de cálculo. É uma forma de tributo e tem como principal finalidade custear o Estado. Segue-se a lista de impostos:

  • Sobre o rendimento
    IRS – Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares
    IRC – Imposto sobre o Rendimento de pessoas Colectivas
  • Sobre a despesa
    IVA – Imposto de Valor Acrescentado
    IS – Imposto do Selo (também sobre o património)
  • Sobre o património
    IMI – Imposto municipal sobre imóveis
    IMT – Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis
    IS – Imposto do Selo (também sobre a despesa)
  • Sobre o consumo
    IABA – Imposto sobre o álcool e as bebidas alcoólicas
    ISP – Imposto sobre os produtos petrolíferos
    IT – Imposto sobre o tabaco
  • Sobre o automóvel
    ISV – Imposto sobre Veículos

Faz as tuas contas e diz-me…quanto pagas tu para o Estado? Para onde vão os teus impostos?